terça-feira, 29 de março de 2011

Nós no palco

No cotidiano
Se dança ao som do ouvido
Das falas escolhidas,
meus olhos criam o espetáculo
Enquanto tateio estrelas distraídas
Sou a cena
de um palco onde a platéia contracena


MCP

segunda-feira, 14 de março de 2011

Be proud

Apoderou-se de tal orgulho
Que por admiração lhe subiam as palavras a dizer:
Essa é minha mulher

O vento trouxe,
A chuva regou,
O amor que por ela desabrochou

quarta-feira, 9 de março de 2011

Para sempre se conhecer

Ah, sou mistério
E já não me lembro quando me repeti a ponto de me reconhecer
Quando em outras roupas me visto em camuflagem,
Capturo-a com luvas de veludo buscando a face do disfarce.


Mariana Cadore

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Coração

Proferi uma única palavra:
Amor

No mais tenho as janelas da alma
Não mais prisão,
Um jardim que floresce
A liberdade que cria

Analiso os sonhos
Ensino a morrer
Nasço em campos férteis

A noite, enriquece
E não mais escurece

O único caminho

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Sob qual máscara?

O novo
O novo
O novo
Que tanto dizemos buscar:
Esse não me amedronta.

Meu medo é do novo
Do novo passado.


Mariana Cadore

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Cama vazia?

Das idéias que me acometem
Seus beijos quem dirá que são desejos
Se lhe dou em pensamentos,
Se te quero em fogo e água.
Durmo em vão sem tuas pernas
A cama vazia me afunda na vastidão da madrugada

Serei sempre só em pensamentos,
Boca a fora
Tem a força da eternidade
Construindo em passos lentos,
Uma troca que abandona qualquer ilusão

Amanheço aos teus braços
Conto sonhos que despertos não acabam na solidão do travesseiro
Mas embalam o viver do casal que criou o terceiro

sábado, 22 de janeiro de 2011

Do que enxergo

Do invisível aos olhos alheios
É o toque, o choro os seios
Do invisível as falas corridas
A verdade, a profundidade num mar de sensibilidade
Do invisível aos olhos alheios
Suas pernas cruzadas, suas calças e suas meias
Do invisível :
Da pobreza e da nobreza
Que enxergo e me ponho aos seus pés

Mariana Cadore

Das distâncias

Na pupila gris,
Meu amor escarlate,
Que no teu peito, me mate de amor e me faça viver

Pelo mar a geografia que nos impede
Mas também nos aproxima,
Se navego em águas cristalinas
É por você, morena.

Meu leme segue em rumo e atenção
Para em teus braços entregar meu coração

Mariana Cadore

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Zen

Nas brisas da vida
O olhar destacado
Tons e nuances, de um ser bem olhado

Em voltas, retornos
Um véu colorido
A mesma face,
disfarce
Nem mesmo se sabe

Dois passos...repasso
Ante-passo...despasso
Descanso sem descaso

Um tempo, seu tempo



No caminho do guerreio.....tudo é perfeito.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Consentimento

Flores em um jardim,
Correndo com alegria
O proibido, infringido
Amor por entre as pétalas

Um fecundo nervosismo,
Um medo, uma sombra
Um olhar que me persegue

Um violino e uma rosa
Essa canção em sonhos
De onde não resta mais uma verdade
Senão o sonho de re-existir

Revejo filmes, repito músicas
A vida ressoa
Ressoa
Ressoa
soa

Os passos errantes também acertam

Você abre as portas para como o mundo te recebe
Recebemos o que permitimos.

Que o medo não me impeça de andar
Que a dor não me mata antes de ocorrida
Que a vida eu não impeça de ser vivida


Mariana Cadore

sábado, 25 de dezembro de 2010

Colo

Uma dor no peito,
Chamada saudades
Não é choro, nem alegria
É querer de novo um outro dia.

Transpor toda distância,
O coração na mão e a esperança
Seja feita a Vossa vontade:
De amor e alegria

domingo, 19 de dezembro de 2010

Cometa loucura

Pelo céu um rastro de saudades
Girando em sua órbita

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Intransitoridade

Se o vento me traz palavras
Sopro ao pé do teu ouvido
Porque das horas invento,
E dos dias me lembro

Possuo a transitoriedade de todo ser humano
Se perdi ou se ganhei, será só um olhar no horizonte

No bordado das flores, não há um só momento
Que se vai ,que se vem,
Vejo na terra o cultivo do céu
E te rego ,
Agora sim, depois também


Mariana Cadore