domingo, 17 de abril de 2011

Os caminhos do viajante

Não entendo
As partes que de mim não as vejo
Em ti me restam incompreensíveis

Que de um relacionamento nunca estou frente a televisão
E o que de mim resta a sombra
Se desnuda

O próximo,
tão próximo que minhas partes o constituem
E o espelho me reflete

Tendo em vista minha face
Palavras ríspidas estão fora do dicionário
Me dou colo
Me aguardo
Guardando para ti o olhar da mudança
O tempo da descoberta

Me desnuda








Mariana Cadore

terça-feira, 29 de março de 2011

Nós no palco

No cotidiano
Se dança ao som do ouvido
Das falas escolhidas,
meus olhos criam o espetáculo
Enquanto tateio estrelas distraídas
Sou a cena
de um palco onde a platéia contracena


MCP

segunda-feira, 14 de março de 2011

Be proud

Apoderou-se de tal orgulho
Que por admiração lhe subiam as palavras a dizer:
Essa é minha mulher

O vento trouxe,
A chuva regou,
O amor que por ela desabrochou

quarta-feira, 9 de março de 2011

Para sempre se conhecer

Ah, sou mistério
E já não me lembro quando me repeti a ponto de me reconhecer
Quando em outras roupas me visto em camuflagem,
Capturo-a com luvas de veludo buscando a face do disfarce.


Mariana Cadore

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Coração

Proferi uma única palavra:
Amor

No mais tenho as janelas da alma
Não mais prisão,
Um jardim que floresce
A liberdade que cria

Analiso os sonhos
Ensino a morrer
Nasço em campos férteis

A noite, enriquece
E não mais escurece

O único caminho

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Sob qual máscara?

O novo
O novo
O novo
Que tanto dizemos buscar:
Esse não me amedronta.

Meu medo é do novo
Do novo passado.


Mariana Cadore

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Cama vazia?

Das idéias que me acometem
Seus beijos quem dirá que são desejos
Se lhe dou em pensamentos,
Se te quero em fogo e água.
Durmo em vão sem tuas pernas
A cama vazia me afunda na vastidão da madrugada

Serei sempre só em pensamentos,
Boca a fora
Tem a força da eternidade
Construindo em passos lentos,
Uma troca que abandona qualquer ilusão

Amanheço aos teus braços
Conto sonhos que despertos não acabam na solidão do travesseiro
Mas embalam o viver do casal que criou o terceiro

sábado, 22 de janeiro de 2011

Do que enxergo

Do invisível aos olhos alheios
É o toque, o choro os seios
Do invisível as falas corridas
A verdade, a profundidade num mar de sensibilidade
Do invisível aos olhos alheios
Suas pernas cruzadas, suas calças e suas meias
Do invisível :
Da pobreza e da nobreza
Que enxergo e me ponho aos seus pés

Mariana Cadore

Das distâncias

Na pupila gris,
Meu amor escarlate,
Que no teu peito, me mate de amor e me faça viver

Pelo mar a geografia que nos impede
Mas também nos aproxima,
Se navego em águas cristalinas
É por você, morena.

Meu leme segue em rumo e atenção
Para em teus braços entregar meu coração

Mariana Cadore

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Zen

Nas brisas da vida
O olhar destacado
Tons e nuances, de um ser bem olhado

Em voltas, retornos
Um véu colorido
A mesma face,
disfarce
Nem mesmo se sabe

Dois passos...repasso
Ante-passo...despasso
Descanso sem descaso

Um tempo, seu tempo



No caminho do guerreio.....tudo é perfeito.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Consentimento

Flores em um jardim,
Correndo com alegria
O proibido, infringido
Amor por entre as pétalas

Um fecundo nervosismo,
Um medo, uma sombra
Um olhar que me persegue

Um violino e uma rosa
Essa canção em sonhos
De onde não resta mais uma verdade
Senão o sonho de re-existir

Revejo filmes, repito músicas
A vida ressoa
Ressoa
Ressoa
soa

Os passos errantes também acertam

Você abre as portas para como o mundo te recebe
Recebemos o que permitimos.

Que o medo não me impeça de andar
Que a dor não me mata antes de ocorrida
Que a vida eu não impeça de ser vivida


Mariana Cadore

sábado, 25 de dezembro de 2010

Colo

Uma dor no peito,
Chamada saudades
Não é choro, nem alegria
É querer de novo um outro dia.

Transpor toda distância,
O coração na mão e a esperança
Seja feita a Vossa vontade:
De amor e alegria

domingo, 19 de dezembro de 2010

Cometa loucura

Pelo céu um rastro de saudades
Girando em sua órbita