quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Um dia

Do infinito amor sentido
A vida, em fogo e água

Nos(sa) casa

O que se quer,
O que se tem
O que se tem,
O que se quer
O que se quer,
O que se tem
O que se tem ,
O que se quer

Repousa em toda sensibilidade o amor
E não se quer a posse
Do possuído amor, seja já satisfeito
Por em si conter-se

O que se quer,
O que se tem
O que se tem,
O que se quer
O que se quer,
O que se tem
O que se tem,
O que se quer

Ao tecido dos meus poros tu está
Em choro, em alegria, em sentimentos
O amor nos alimenta

Teu colo,
Teu seio,
Teu sexo,
Tuas pernas em ternura
O abraço para os sonhos

A cama nos casa

Mariana Cadore

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Sete bruxas

Dentre sóis e mares

Duas luas nessa noite

Adentrando em seus olhos,

Em calma e silêncio

Um abraço de despedida


Partida e chegada

Uma vida entre tantas estradas

E a noite que recebe

A Cássia em corações

Esse Porto é eterna Chegada

sábado, 20 de novembro de 2010

Dissol(vida)

Basta fechar os olhos,
Me inundo de anti palavras

Bem aventurada são as horas
que em teus braços, escorro
Flutuando no infinito de dentro de nós

Em partículas e conteúdos
Tudo se anula,
que sobrará desta vida?
que caminho tomar?
Nada nos leva, nada nos trás
Só o amor é capaz

Na embriaguez do tempo, me encontro
me perdendo em você.


Mariana Cadore

sábado, 13 de novembro de 2010

Cósmico

O tempo passa em suspiros
Embriagado de sua lucidez

Plena são as horas que da minha fome me ausento
Transbordando em flores vermelhas que de rosa vão ao vento
Num vôo quase lento,
vou ao mar com meus sentimentos
Sendo a nossa pequenez tão imensa
De opostos me oriento.

Sendo nada e sendo tudo
me possuo de presença
com o presente presenteando-me
Sou sorte e o grito da
existência

Mariana Cadore

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Do profano ao sagrado

Ver-te correr pelo meu sangue
Vertendo em saudade e alegria por existir em mim

No celeste ouvir das infindáveis interpretações
A condução do perdão de si para si, se atenua
E da presença viva não se deposita a vaga de ocupar os espaços vazios
Mas de se adentrar em entrega e reza

Mariana Cadore

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Fechaduras

Projetos e esboços
Poesias e flores
São mais olhares que despedidas

Uma rosa me levou e em seu jardim me regou
Hoje de fios dourados me adorno,
e me entrego ao amor

Sobre o retrato e as palavras,
Me embriago de ti
E sou essa, sou aquela
que contigo noivou

Por através dos olhos, sentimentos que o tempo não apagou.
As janelas são as portas que a vida enquadrou

Das falas ouço poemas da vida em pulso
Somos carne, somos osso mas a canção nos invade
Dessa música de eterno recomeço
Do que um dia
Nunca acabou


Mariana Cadore

sábado, 23 de outubro de 2010

Visão

Entre o mar e o porto
O homem navega,
Mas é o horizonte que o traz e o carrega

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

vida

Para além de mim
O impulso de vida
Entre a morte e a ferida,
a vida em beleza vivida

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Sem entender

Na face, o orgulho e estórias faladas em vão
Nem sempre tardio, desfeito e descabido esse amor
Me cabe em não caber

Um pássaro fugitivo, um cão sem dono
Uma flor que me atrai e me judia
No canto, as cartas, perfumes e juras que nunca terão fim

Um lado,
um descaso,
uma folga pro vento e ventania
De um caso
por acaso e o descaso nunca com razão
Raios e trovões, foram feitos em amor
De uma vida a se encontrar com outra vida em paixão
Sem mentiras, ilusões
Nosso livro não fechou
Quem sabe um dia, o Sol que para sempre nos guiou

Uma noite me pedes a mão e nos dizemos sim em vez de não.


Mariana Cadore

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Beleza em fúria

Sob a força da morte
Sou o medo, mas também a liberdade

Mariana Cadore

domingo, 3 de outubro de 2010

Of fear

By step of the way
One can not deny
What a flower with thorns
It's hard to play

If the fear
Abandonment
The us is impossible to born
It will always be a mystery
Between you and me

That sea without barriers
I can be and live
With a wrong actI
learned to grow


Mariana Cadore

Do medo

Pelos passos do caminho
Não se pode negar
Que uma flor com espinho
É difícil tocar


Se do medo
Do abandono
O nós é impossível nascer
Será sempre um mistério
Entre eu e você

Nesse mar sem barreiras
Posso ser e viver.
Com um ato errado
Aprendi a crescer


Mariana Cadore